Faixa Etária

Do berçário ao ciclo de alfabetização, as atividades buscam promover o desenvolvimento das crianças valorizando o lúdico e respeitando as particularidades de cada faixa etária.

0 a 1 ano

Ao se falar em Berçário, qual a primeira ideia que lhes vem em mente? Certamente a palavra “cuidado” está inserida nesse contexto. O banho, a troca de fralda, o sono, a alimentação… Sem dúvida, o cuidado possui relevante importância, mas não é nossa única preocupação.

O grande diferencial do Berçário do Chez L’Enfant consiste na “estimulação”. Por meio de uma equipe preparada para oferecer diferenciados estímulos aos pequenos e pela presença da Terapeuta Ocupacional para orientar e direcionar o trabalho, o processo de estimulação se consolida dentro da nossa rotina. A partir de um avaliação, a estimulação individualizada é iniciada com o intuito de potencializar o desenvolvimento de cada criança.

1 a 3 anos

Fase da descoberta do mundo, da curiosidade exacerbada, das crianças cuja “pilha” não acaba nunca! O brincar é ainda mais crucial para o desenvolvimento nesta fase, por isso, a maior parte das atividades desenvolvem-se fora da sala de aula.

Do ponto de vista do desenvolvimento físico e motor, as crianças que estão deixando o Berçário tiveram como última aquisição, o desenvolvimento da coordenação motora ampla.  Desta forma, é necessário incentivar a marcha e o equilíbrio. Ao final de três anos de escolarização infantil, por meio de atividades que valorizam o brincar, como correr, subir e pular, a criança apresenta um bom domínio do seu corpo, reconhece e testa seus limites.

Do ponto de vista psicossocial, o caminho é da inteligência egocêntrica à socialização. Brincadeiras em grupo, roda, atividades de esperar a vez, partilhar brinquedos com os colegas, permitem que as crianças descubram e valorizem o viver em comunidade. A segurança e a autonomia são estimuladas em situações simples como responsabilizar-se por organizar o próprio lanche sobre a mesa, usar o copo, guardar seus brinquedos e cuidar do ambiente.

No ponto de vista cognitivo, o foco está no desenvolvimento da linguagem. Músicas, parlendas, jogos e contação de histórias incentivam os pequenos não apenas no se expressar, como a compreender a função e o valor das diferentes linguagens, especialmente a oral. Brincar de ler as histórias, reconhecer o próprio nome e o nome dos colegas escritos nos objetos pessoais e fichas, são atividades que permitem as crianças começarem a ter contato com o mundo das letras.

As bases do conhecimento matemático também vão se estruturando a partir de atividades lúdicas. O balde de areia cheio ou vazio, a fila do escorregador longa ou curta são experiências do mundo real que os educadores aproveitam para ajudar as crianças a construírem a percepção matemática que envolve ainda conceitos de tempo e espaço. Brincando de classificar, de montar coleções, meninos e meninas começam a desenvolver noções de conjunto. Nesta faixa etária, as crianças também têm grande interesse pela figura humana. Isso permite que ela conheça o próprio corpo e seja capaz de representá-lo.

4 e 5 anos

Com a linguagem oral plenamente desenvolvida, apresenta-se a linguagem escrita. O alfabetário é introduzido de forma instigante às crianças de 4 anos e o processo formal da construção de escrita e leitura aprofunda-se aos 5 anos quando a criança já é capaz de compreender 9 mil  palavras. O lúdico continua comandando o processo de construção do conhecimento pois, brincar é o instrumento de trabalho da criança.

Reinventar histórias, mudar personagens de lugar, propor novos episódios, alterar o fim dos contos, transformar prosa em poesia são atividades que incentivam o gosto pela leitura e escrita. Mantêm-se o foco no desenvolvimento da autoestima e autonomia. A criança capaz de ler e inventar suas próprias histórias é seguramente mais feliz e pronta a novos conhecimentos.

A sistematização do ensino da matemática permite que o conceito de números seja finalmente consolidado. Da contagem recitativa, constrói-se a contagem numérica, e a criança finalmente tem consciência de que o número é uma representação de uma quantidade. Este, forma as bases para mais uma descoberta: as operações matemáticas!

Do ponto de vista psicossocial, investe-se ainda mais nos “combinados” já construídos desde o maternal e que agora podem ser mais amplos. Isso permite às próprias crianças construírem a noção de limite e buscarem resolver suas diferenças pelo diálogo. Também incentiva a reflexão e a argumentação, já que as crianças querem sempre discutir e propor novos combinados e novas regras para jogos.